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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Falconidae
 Leach, 1820
Subfamília: Herpetotherinae
 Lesson, 1843
Espécie: H. cachinnans

Nome Científico

Herpetotheres cachinnans
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Laughing Falcon


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Acauã

O acauã é uma ave falconiforme da família Falconidae.

Conhecido também como macauá, acanã, cuã, cauã, coã, deus-quer-um, bispo, gavião-coveiro, cobreiro, papa-cobra, uacanã e macaguá. No perímetro de Linhares (Espírito Santo) e no interior do RJ, alguns moradores chamam esta ave de gavião-cova-caiau, devido a seu chamado/apelo. Em algumas regiões é considerado uma ave de mau-agouro, pela esdrúxula interpretação de seu canto como “Deus-chamou” ou “Deus quer um”, indicando que a morte estaria próxima de vir a quem o escuta. Mas em outros lugares e uma ave que traz sorte. Seu canto dá origem ao seu nome “acauã” e é repetido seguidamente durante alguns segundos. No folclore amazonense, diz-se que os gritos do acauã prenunciam a chegada de forasteiros. Já na região do Espinhaço, em Minas Gerais, prenunciam a morte de um conhecido. No nordeste acreditasse que se essa ave estiver pousada em um galho seco e sinal de que vira seca, se estiver em uma arvore com folhas vira chuva.

A ave é citada na música “Acauã”, cantada por Luiz Gonzaga e composição de Zé Dantas:

      "Acauã, acauã vive cantando 
      Durante o tempo do verão  
      No silêncio das tardes agourando 
      Chamando a seca pro sertão 
      Chamando a seca pro sertão 
      Acauã, acauã, 
      Teu canto é penoso e faz medo 
      Te cala acauã, 
      Que é pra chuva voltar cedo 
      Que é pra chuva voltar cedo 
      Toda noite no sertão  
      Canta o joão-corta-pau 
      A coruja, a mãe-da-lua 
      A peitica e o bacurau 
      Na alegria do inverno 
      Canta sapo, gia e rã 
      Mas na tristeza da seca 
      Só se ouve acauã 
      Só se ouve acauã 
      Acauã, acauã..."

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) herpeton = cobra, serpente, réptil; e _thëras = caçador; e do (latim) cachinnans, cahinnare = gargalhando, gargalhar, que gargalha. ⇒ Caçador de serpentes que gargalha.

Características

Mede entre 45 e 56 centímetros de comprimento (Howell e Webb, 1995, Hilty 2003) e pesa entre 544 e 675 gramas o macho e entre 590 e 800 gramas a fêmea (Dunning, 2008). Sua envergadura está entre 75 e 91 centímetros (Bierregaard & Kirwan, 2016).
A cabeça é grande e apresenta uma bela, larga e conspícua máscara negra nas faces que inicia nos lores, passa sobre os olhos e se estende até nuca. A coroa é branca e apresenta finas estrias escuras além de uma rudimentar mas espessa crista na porção traseira da coroa. As asas são curtas e apresentam as extremidades arredondadas. O dorso, asas e cauda são de coloração marrom escuro com as bordas claras. A cauda alongada apresenta banda terminal branca e quatro ou cinco bandas brancas que em alguns indivíduos são reduzidas a uma série de manchas brancas. A garganta, peito, ventre e crisso são brancos, levemente amarelados.
O bico curvo é curto e preto e apresenta pequena cere amarelada ou amarelo-alaranjada. A íris é marrom escura. Os tarsos de coloração amarelo pálido são poderosos e os dedos também amarelos são curtos e suas garras são pretas.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Subespécies

Possui três subespécies reconhecidas:

(ITIS - Integrated Taxonomic Information System, 2015).

Obs: Alguns autores chegam a reconhecer até seis subespécies, entretanto muitos acreditam que algumas delas são apenas variações da subespécie nominal.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de cobras, das quais tornou-se famoso exterminador, apesar de caçar principalmente espécies inofensivas, como a cobra-cipó. Também alimenta-se de roedores, répteis e parasitas do gado doméstico.

Reprodução

Faz ninho em cavidades de árvores, aproveitando com menor frequência o ninho de outros gaviões. Entre os índios esse pássaro é denominado como uira jeropari, que significa demônio; na época da postura,põe os ovos em lugares diversos, que, segundo a lenda, são chocados pelo diabo.

Hábitos

Comum em bordas de florestas, capoeiras, florestas de galeria, campos com árvores e cerrados. Vive solitário, permanecendo pousado por longos períodos a média altura em árvores isoladas, que ofereçam boa visibilidade. Costuma cantar ao entardecer e ao amanhecer. É comum ver esta ave em galhos de árvore secas.

Distribuição Geográfica

Presente em todo o Brasil e também do México à Argentina.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos